Qual a diferença entre resultado financeiro e econômico? - Global Financeiro Skip to main content

Conhecer o significado exato desses termos, é obrigação de um bom empresário, você concorda?

Quem não está no meio da administração de empresas pode não saber, mas existe diferença entre resultado financeiro e resultado econômico.

Financeiro e econômico é a mesma coisa?

Não, não são! Muita gente faz confusão e usa às duas palavras como se fossem sinônimos, mas elas têm significados diferentes em determinados contextos.

Qual a diferença entre os dois termos, resultado financeiro, resultado econômico?

Tanto “financeiro” quanto “econômico” são adjetivos – o primeiro relativo ao substantivo “finanças” e o segundo a “economia”.

Antes de fazermos a distinção desses dois termos, vamos apresentar dois conceitos brevemente:

Regime de competência

Na gestão de uma empresa, os controles contábeis que utilizam o regime de competência são aqueles que registram as transações quando elas ocorreram. Se você comprou e recebeu uma mercadoria em janeiro, registrará a operação nesse mês.

Regime de caixa

No regime de caixa, por outro lado, as movimentações são lançadas no sistema apenas quando o dinheiro de fato é transferido. Ou seja, não leva em conta a posse do bem, mas sim o fluxo financeiro. No exemplo acima, se você combinou que faria o pagamento daquela mesma mercadoria em fevereiro, é nesse mês que a despesa será lançada no sistema.

E como isso ajuda a entender a diferença entre resultado financeiro e resultado econômico? O resultado econômico utiliza o regime de competência, ou seja, o fato é lançado em seu valor integral, mesmo que a compra ou venda seja parcelada. Ele considera o patrimônio líquido da empresa, e é apresentado no documento chamado Demonstração de Resultado de Exercício (DRE).

No resultado financeiro, por sua vez, é utilizado o regime de caixa, então as movimentações são registradas conforme o dinheiro entra e sai. Se você compra uma máquina em 12 parcelas, por exemplo, vai lançar os valores 12 vezes no sistema, sempre que fizer os pagamentos. O documento que apresenta o resultado financeiro é a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC).

Para que utilizamos cada um?

Você pode estar se perguntando por que há essas duas maneiras de medir os resultados. Saber fazer essa diferenciação é importante porque cada demonstrativo revela uma face diferente da saúde da sua empresa. É possível que financeiramente ele esteja muito bem, mas economicamente não – e vice-versa.

Você pode ter uma grande quantidade de produtos em estoque, por exemplo, mas pouca procura por eles. Nesse caso, terá um bom volume em ativos, o que engorda o resultado econômico, mas pouca entrada de dinheiro advinda de vendas, o que empobrece o resultado financeiro.

Por outro lado, você pode estar com um bom fluxo de dinheiro, pagando e recebendo todas as contas em dia, mas observando uma rápida depreciação dos seus ativos e percebendo uma situação insustentável a médio prazo.

Você, como empresário, precisa estar sempre preparado para essas complexidades. Desenvolva sua capacidade de negociação para ter um ciclo financeiro (tempo entre o pagamento aos fornecedores e o recebimento do dinheiro das vendas) curto e um bom capital circulante líquido, e siga acompanhando a evolução dos ativos da empresa.

Considerações finais

Se você prevê um momento de dificuldades, pense sempre em como equilibrar esses dois lados. Qualquer que seja a situação, planejamento e gestão qualificada são essenciais. Para manter as esferas financeira e econômica da empresa em bom estado.

Lembrando: resultado econômico é o lucro ou prejuízo em termos de ativos, e resultado financeiro é quanto à disponibilidade momentânea de dinheiro.

Você deve recorrer a uma assessoria contábil competente, e, ainda é interessante contar com um bom sistema de gestão financeira, que facilita e agiliza esse controle. No GLOBAL FINANCEIRO, com poucos cliques você emite uma DRE ou DFC com precisão total, porque todos os registros estão integrados com vendas e entradas no estoque.

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6 Comments

  • Lucia disse:

    Bom dia, gostaria de tirar uma dúvida sobre DRE. Quando eu faço uma venda de serviço, por exemplo: fecho um contrato de manutenção de 12 meses no valor de R$12.000,00 mas o cliente me paga mensalmente R$1.000,00 (a nota fiscal é emitida mensalmente), como esta venda deve ser lançada no meu DRE? Se eu considerar esses 12.000,00, no mês de fechamento do pedido o meu resultado não será real, será?

    • Octávio disse:

      Depende do regime adotado na empresa.
      Se foi regime de competências, deve considerar o resultado integralmente no momento da execução do serviço, caso a empresa opte pelo regime de caixa, o registro se dá quando da efetiva entrada do dinheiro no caixa da empresa e por isso não necessariamente estará registrado no mesmo período em que a venda do bem/serviço foi realizada.

  • Kátia Diniz disse:

    Essa matéria foi esclarecedora, parabéns!!!

  • Solange disse:

    Muito bom!

  • Eugenio disse:

    Uma empresa poderia adotar os dois régimes ao mesmo tempo? E como deveria ser a organização nesse caso? Obrigado e bom conteúdo!!!

    • Raul disse:

      Eugenio, tudo bem?
      Não é possível uma única empresa (CNPJ) trabalhar no regime de Caixa e também Competência. Tem que ser um ou outro.

      O Regime de competência precisa que cada ítem do plano de contas (receitas e despesas) esteja obrigatoriamente vinculado à um ativo ou passivo (contrapartida).
      A plataforma é multi empresas, você pode cadastrar mais de uma empresa e trabalhar o regime contábil diferente em cada CNPJ.

      Nos colocamos à disposição para fazer uma apresentação sem compromisso da plataforma.
      Agradecemos o contato.